Enquanto equipes de resgate enfrentam toneladas de concreto, poeira e estruturas instáveis, alguns dos profissionais mais eficientes da operação têm quatro patas, um faro extraordinário e uma missão: encontrar vidas.
Após o forte terremoto que atingiu a Venezuela, cães farejadores passaram a atuar ao lado das equipes de busca e salvamento, na esperança de localizar sobreviventes sob os escombros.
Treinados durante anos, esses cães conseguem identificar o cheiro humano mesmo sob camadas de concreto, madeira, ferro e terra. O olfato canino é considerado um dos mais apurados do reino animal, sendo capaz de detectar odores imperceptíveis para os seres humanos.
Os cães utilizados em operações de resgate recebem treinamento especializado para atuar em cenários extremos. Eles aprendem a caminhar sobre estruturas instáveis, ignorar distrações, trabalhar em meio ao barulho de máquinas pesadas e permanecer concentrados por longos períodos.
Entre as raças mais utilizadas estão o Pastor Alemão, o Pastor Belga Malinois, o Labrador Retriever e o Golden Retriever. No entanto, especialistas afirmam que o mais importante não é a raça, mas o temperamento, a disposição para o trabalho e a capacidade de manter o foco.
Curiosidades sobre os cães farejadores
Um cão possui entre 20 milhões e mais de 300 milhões de receptores olfativos, enquanto o ser humano tem cerca de 5 milhões. Isso permite que ele identifique odores extremamente fracos, mesmo sob toneladas de concreto.
Eles também “escutam” o impossível
Além do olfato extraordinário, a audição canina é muito mais sensível que a humana, permitindo perceber pequenos sons e vibrações emitidos por pessoas presas sob os escombros.
A recompensa não é dinheiro
Após localizar uma vítima, o cão normalmente recebe seu prêmio favorito: brincar com uma bola, um mordedor ou receber carinho do treinador. Para ele, salvar vidas é uma grande brincadeira.
Uma parceria baseada na confiança
Condutor e cão treinam juntos durante anos. Esse vínculo é tão forte que muitos passam praticamente toda a vida lado a lado, dentro e fora das operações de resgate.
Especialistas afirmam que as primeiras 72 horas após um terremoto são decisivas para encontrar sobreviventes. Nessa fase, os cães podem localizar vítimas muito mais rapidamente do que apenas com equipamentos.
Heróis reconhecidos no mundo inteiro
Os cães de busca e resgate já atuaram em grandes tragédias internacionais, como os terremotos do Haiti, Turquia, Síria, Nepal, México e agora também nas operações de socorro na Venezuela, ajudando a devolver esperança a milhares de famílias.
A missão de resgate após os fortes terremotos na Venezuela mobilizou dezenas de cães. O grande destaque foi o cão Tsunami um Border Collie de 9 anos. Tsunami, um cão resgatado das ruas em 2017, atuou na localização de sobreviventes nos escombros em La Guaira e Caracas.Equipe de São Paulo (Brasil): Enviou uma força-tarefa com dois cães de busca. Entre os animais da equipe paulista estava a cadela Malina.Outros Países: Equipes de resgate e ajuda humanitária foram enviadas por nações vizinhas e parceiros internacionais, kayra do Peru, e de El Salvador, conhecido por atuar no resgate miraculoso de vítimas soterradas.Nas buscas e resgates, a principal ferramenta do cão é o olfato, seguido pela audição. O cão possui de 20 a 300 milhões de receptores olfativos .
Além da tecnologia, como drones, câmeras térmicas e sensores acústicos, o faro dos cães continua sendo uma das ferramentas mais eficientes em operações de resgate ao redor do mundo.
Ao final de cada missão, muitos desses cães recebem água, descanso e brincadeiras como forma de recompensa. Enquanto o mundo acompanha as equipes de resgate, eles seguem farejando entre os escombros, guiados apenas pelo treinamento e pela vontade de encontrar uma vida esperando para ser salva.