A notícia divulgada pela CNN Brasil sobre a possível reabertura do mercado europeu para os pescados brasileiros trouxe expectativa para pescadores e empresários do setor em todo o país. Após quase uma década de suspensão das exportações para a União Europeia, auditores internacionais devem visitar o Brasil entre os dias 8 e 19 de junho para avaliar as condições sanitárias, a rastreabilidade e o controle da produção pesqueira nacional.
As exportações para o mercado europeu estão suspensas desde 2017 e 2018, quando foram apontadas irregularidades relacionadas ao controle sanitário e à fiscalização da cadeia produtiva do pescado brasileiro. Agora, o setor vê a auditoria como uma oportunidade histórica para recuperar um dos mercados mais importantes do mundo.
Enquanto a possibilidade de novos mercados movimenta a economia pesqueira, em Santa Catarina os pescadores seguem atentos à safra da tainha, uma das atividades mais tradicionais do litoral catarinense.
Para 2026, o Governo Federal anunciou um aumento de aproximadamente 20% nas cotas de captura da espécie em relação ao ano anterior. O limite total autorizado para a pesca da tainha nas regiões Sul e Sudeste foi fixado em 8.168 toneladas.
Entre as modalidades autorizadas, a cota destinada ao emalhe anilhado em Santa Catarina ficou em 1.094 toneladas. Já o arrasto de praia, símbolo da pesca artesanal catarinense, recebeu autorização para captura de até 1.332 toneladas.
Apesar do aumento das cotas, o sistema de monitoramento ficou mais rigoroso neste ano. O controle inclui rastreamento das embarcações por satélite, envio de mapas de produção e acompanhamento em tempo real das capturas para evitar que os limites sejam ultrapassados.
Em diversas comunidades pesqueiras do litoral catarinense, existe a preocupação de que algumas modalidades possam atingir o limite permitido antes do encerramento tradicional da safra, o que levaria à paralisação das atividades específicas que alcançarem suas cotas.
No Farol de Santa Marta, pescadores relatam que os cardumes de enchova vêm ganhando destaque nos últimos dias. Após o período mais intenso da corrida da tainha, muitos profissionais do mar já voltam suas atenções para a captura da enchova, espécie bastante valorizada na região e que movimenta a economia local durante o inverno.
A combinação entre uma possível reabertura do mercado internacional e o desempenho das safras no litoral catarinense reforça a importância da pesca para comunidades tradicionais como o Farol de Santa Marta, onde o mar continua sendo fonte de renda, cultura e identidade para centenas de famílias.
Por Dany | Portal Farol